Alerta no Frete: Transportadoras de MG estudam reajuste de até 40% a partir de janeiro
As empresas de transporte rodoviário de cargas em Minas Gerais avaliam um aumento expressivo no valor do frete, que pode variar entre 30% e 40% a partir de janeiro. O setor alega que a combinação de altas tributárias, custos operacionais inflacionados e novas regras trabalhistas tornou insustentável manter a tabela atual.
De acordo com o Setcemg, a maioria das transportadoras opera no limite e deve fechar o ano de 2026 com margens de lucro nulas.
Tempestade perfeita na planilha de custos
O estudo de reajuste nas tarifas reflete o acúmulo de novos encargos sobre o transporte de cargas:
- Subida do Diesel: O reajuste de 11,1% no ICMS do diesel aprovado pelo Confaz (que eleva a alíquota para R$ 1,30/litro) adiciona, sozinho, cerca de 4% de aumento no valor do frete, já que o combustível responde por até 40% das despesas de rodagem.
- Encargos Trabalhistas: A reoneração da folha de pagamentos aliada ao fim da escala 6x1 exige reorganização de turnos, ampliação de equipes e maior despesa com pessoal.
- Adequação Tributária: Os custos administrativos com a transição e implementação da Reforma Tributária impactam diretamente a precificação dos serviços.
Repasse inevitável ao mercado
Com margens zeradas, a avaliação das entidades do setor é que não há espaço para absorver os novos custos sem repasse. A alta no frete deve atingir em cheio o comércio, a indústria e o agronegócio, pressionando os preços finais ao consumidor no início do próximo ano.
🚚 Prevenção no trecho: Diante de reajustes iminentes, manter a gestão de custos na ponta do lápis e renegociar contratos antecipadamente é vital para a saúde do seu negócio.